quarta-feira, 6 de março de 2019

A.R.M.Y


Soooo... No meu aniversário, eu comecei um post que há tempos eu quero escrever, mas ele foi provavelmente um dos triggers do maior ataque de pânico que eu já tive, e ficou encostado - junto com o blog inteiro - enquanto eu me recuperava.

Fast foward para agora, quase dois meses depois, e ainda é um post que eu quero escrever e quero online, então let's give it another try. O post é sobre algo que, por aqui, não apareceu ainda: BTS e minha história como A.R.M.Y. Semana que vem os ingressos para o show em são Paulo da tour Speak Yourself estarão à venda, então, sei lá, parece um bom momento para esse post. xD

First things first, se você esteve sob uma pedra em 2017~2018, BTS é considerada, hoje, a maior boyband em atividade. Num resumo bem básico, são sete caras sul-coreanos - Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V, Jungkook - cantores, rappers, compositores, liricistas, dançarinos - idols. Eles debutaram em junho/2013 e hoje em dia tem uma pilha de CDs lançados e outra de prêmios ganhos, além de um histórico legal de trabalhos de caridade - entre doações em dinheiro, material e parcerias com a UNICEF. :D

BTS originalmente era uma sigla para Bangtan Sonyeondan (방탄소년단), que seria algo como "escoteiros à prova de bala", mas recentemente (incluindo no material dentro do Summer Package de 2018) eles têm usado Beyond The Scene. Vendo eles falando nas lives, geralmente usam mais "Bangtan", e às vezes "BTS".

A.R.M.Y é o nome dado ao fandom do BTS, e tem um singificado duplo que eu acho legalzinho quando combinado com todo o resto - um é a sigla para Adorable Representative MC of Youth, outro é a palavra literal, "exército", que é o termo que eu mais considero porque os fan meetings são chamados Musters, que tem entre as opções de tradução o ato de reunir exércitos.

Faz uns três anos que, muito aleatoriamente, assisti um MV - music video - do BTS no Youtube. Eu já tinha alguma noção de que eles existiam - tem moletons e camisetas há anos na Liberdade -, mas nunca tinha reparado nas músicas ou nos clipes, meu conhecimento prévio de kpop não me animava - as referências tinham letras tão, tão fracas que eu não conseguia levar nada a sério, por mais que gostasse da batida e da coreografia.

Eu tinha visto um vídeo aleatório sobre uma viagem ao Japão, For You estava na lista de recomendações, e eu tenho quase certeza que cliquei por engano, mas a curiosidade de ver quem era, afinal, BTS, e o fato de ser um vídeo da coreografia me convenceram a assistir. Passei de For You para Danger, e de Danger para o canal oficial do grupo. Tenho quase certeza de que passei horas assistindo dance pratices - vídeos gravados dos membros ensaiando a coreografia inteira, com uma câmera parada no centro - e, ao final daquele dia, era oficialmente uma fã, encantada com as coreografias e, mais ainda, com as letras das músicas.


Um ponto necessário de comentar aqui, também, é o momento em que conheci BTS e que ouvi uma das minhas músicas preferidas até hoje, Tomorrow. Entre 2016 e 2017, eu não estava num bom lugar - física e mentalmente. Eu trabalhei num lugar que me drenou de uma maneira que eu nunca tinha experimentado antes, se eu tinha a impressão de ter depressão antes, eu tive a certeza nesse período - eu não tinha vontade de levantar da cama, eu não tinha vontade de acordar, contato humano parecia um esforço além do que eu estava disposta a fazer, e mais vezes do que eu gostaria de admitir, eu me perguntei porquê estava viva, pensei em quão conveniente seria se algum acidente acontecesse durante o caminho para o trabalho.

Eu tinha o costume de cantarolar músicas enquanto não tinha o que fazer no trabalho, e ouvir Spotify no caminho de ida e volta para casa. Música sempre foi um porto-seguro e algo que fez com que eu me sentisse menos sozinha - as letras às vezes mostram que existe alguém lá fora que se sente como eu, afinal. Tomorrow foi a primeira música que eu ouvi do BTS que falou comigo, a letra fala exatamente do que eu sentia na época, a rotina repetitiva, a a impressão de estar presa no mesmo lugar - mesmo quando eu estava cansada de correr -, mas com o refrão lembrando que a noite é sempre mais escura antes do amanhecer. E, por mais que soe clichê, isso é algo que eu precisava ser lembrada, que eu precisava ouvir.

Várias letras do BTS passam algum recado, contam uma história, e esse foi um dos motivos de eu começar a ouvir o grupo. O fato de ser em coreano ajudou mais do que seria esperado - para entender as letras, as lives, as entrevistas, eu comecei a estudar coreano, e foi mais um "algo para fazer" que me distraiu dos pensamentos negativos e da rotina infernal. Me deu inspiração para tentar novos sonhos.

Em 2017, entrei na pós-graduação, procurei uma psiquiatra e, finalmente, saí do trabalho que me fazia tão mal. Passei por momentos difíceis - meu avô faleceu em outubro, minha tia-avó em novembro -, mas nunca voltei àquele ponto tão baixo, nunca me senti tão inútil e desvalorizada de novo.

Eu sou, até hoje, muito grata ao BTS, feliz e orgulhosa de ser parte desse fandom. Mais do que músicas inspiradoras que foram, sim, um dos meus refúgios durante a minha depressão, eles têm atitudes inspiradoras. Como eu falei lá em cima, além de prêmios e CDs, eles acumulam ações de caridade, é comum fazerem doações no dia do aniversário - teve doação de carne para orfanatos, ração para ONGs que cuidam de cachorros abandonados, dinheiro para ONGs variadas, doações para escolas -, eles fizeram uma parceria com a UNICEF para criar a campanha contra a violência intitulada Love Myself, e incentivam os fãs a seguirem esse exemplo - ano passado presentes para os membros foram proibidos, e eles explicaram que não queriam pessoas gastando dinheiro com eles.

Só para citar algumas ações realizadas pelos fãs, no aniversário do Jimin fãs fizeram um mutirão para doar sangue sob o nome dele (e a Cruz Vermelha sul-coreana emitiu um agradecimento, foram mais de 400 doações), no aniversário do J-Hope foram "adotados" 37 esquilos vermelhos (que estão em risco de extinção) no Scottish Wildlife Trust, para comemorar o lançamento da música solo do Jimin (e o que ele falou sobre a letra), rolou um projeto para juntar dinheiro para uma ONG sul-coreana que trabalha com crianças pobres e as ajuda a seguir os sonhos - com aulas de canto, dança e o apoio psicológico. Para o aniversário do Suga, no próximo dia 9, alguns projetos estão rolando há algum tempo: para fazer uma doação para o programa de terapia musical do BC Children's Hospital, no Canadá, outro para comprar livros para um orfanato em Daegu, e outro para doar instrumentos musicais para crianças. Geralmente são mais de 35 projetos, alguns para doações em dinheiro, outros diretamente em parceria com ONGs, e aqueles que não envolvem dinheiro - apenas doar o tempo para alguma ONG, asilo ou orfanato.

São constante inspirações para melhorar, em vários sentidos. Os exemplos de filantropia são uma inspiração. A mensagem do CD mais recente (Love Yourself: Answer), "love myself", é outra, justamente porque, embora todos tenham defeitos, todos têm seu valor, suas qualidades, e você precisa aprender a amar a si mesmo antes de qualquer outra coisa. Também teve o discurso na ONU, voltado para a idéia de "speak yourself". E a história deles por si só é inspiradora, já que são sete pessoas de sete lugares diferentes de Seoul, uma companhia então pequena - correndo risco de falir, aparentemente -, e letras diferentes do comum, que falam de assuntos delicados na Coreia do Sul - o sistema de educação, a diferença de gerações, saúde mental...

E é isso. xD Esse post é realmente só um agrado para mim mesma, um registro que eu queria deixar aqui. 2019 está aqui, eu estou num lugar bem melhor que em 2016, esse ano completo três anos no fandom e, sinceramente, não poderia estar mais feliz e orgulhosa de ver como esses meninos cresceram, evoluíram e o quanto conquistaram. :) Eles com certeza são meu grupo preferido, logo ao lado do Green Day. Sabe aquelas pessoas que você só queria encontrar pessoalmente um dia, apertar a mão e agradecer? É exatamente esse o caso, esses sete guris me ajudaram tanto e não fazem idéia, e os projetos de caridade e doação são uma maneira de colocar em prática o que aprendi com eles, e, de certa forma, colocar em prática a minha gratidão.

Dia 11 começam as vendas dos ingressos para o show em São Paulo, espero conseguir. xD

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

#84 Lendo: Que Viagem!

Sinopse: Maria Alice não sabia o que é ser uma fã até perder o pai e se ver agarrada às músicas que ele ouvia. Agora, quando o aniversário do acidente se aproxima e Zack Cole anuncia que fará parte de uma turnê na América do Sul, a garota não quer ficar sozinha em casa. De mochila nas costas, ela embarca em uma viagem pelos países vizinhos enquanto os shows não chegam ao Brasil. Seu sonho é poder abraçar o homem que a ajudou de longe em cada um dos últimos doze meses. Não sem antes trombar com uma extensa barreira de outros admiradores – que estão dispostos aos mais variados puxões de tapete para chegar perto do ídolo – e enfrentar a possibilidade de destruir seu namoro – que fica abalado quando ela cai na estrada atrás de um cara. Um cara que parece saber quem ela é, mesmo morando no outro extremo do continente.

Autora: Cínthia Zagatto

SO, comecemos 2019 com um post que devia ter saído ano passado, shall we? :P

Que Vuagem! conta a história da Maria Alice enquanto acompanha todo o trecho sul-americano da turnê do Sebastian - sim, aquele de Sake - mesmo não sendo fã dele, só porque Zack Cole - um músico country - de quem ela realmente é fã está tocando na banda durante essa tour. A época dos shows bate com a época do aniversário de morte do pai dela, e a aventura foi patrocinada pela herança que ela recebeu.

Durante as viagens, Alice acompanha shows parecidos com setlists parecidos de alguém que ela nem curte tanto - Sebastian - só para ver o Zack, e acaba indo para os hotéis na tentativa de conseguir autógrafos nos CDs que levou na bolsa. Depois da morte do pai, ela se afastou da família, então, além de fazer os outros países sozinha, Alice só tem contato por telefone (mais mensagens) com duas outras pessoas, Dani, uma amizade feita pela internet por causa do Zack, e Rafa, um namoro passando por um período instável também por causa das viagens.

Logo no começo da história, dá para perceber o quanto Alice ainda sente a morte do pai e entender a ligação que ela sente com o Zack (e as músicas dele). Ela sente que as músicas conversam com ela, e é interessante ver a evolução das emoções dela, além do resultado das decisões impulsivas. E de Dani e Rafa, que passam uma impressão pelas mensagens quando Alice estava longe, e outra bem diferente pessoalmente1 - Dani vai acompanhar os shows no Brasil, enquanto Rafa vai encontrar Alice em São Paulo. Aliás, Rafa e Sebastian são minhas personagens preferidas. xD Sebastian pela visão da Alice também é muito legal, porque ela começa não gostando das músicas dele, até saindo antes do show terminar algumas vezes, mas vai conhecendo melhor o músico e mudando de opinião.

No geral, eu amei o livro. A Alice é ótima, e a escrita da Cínthia te leva para dentro da cabeça da Alice, e é fácil entender a linha de pensamento que leva às decisões que ela toma mesmo que você não consiga se identificar at all com a situação.

Também me identifiquei com a vontade de ir em todos os shows sul-americanos de uma tour. xD Tenho muita vontade de fazer isso, só faltam os recursos. xD No último show do Green Day no Brasil, a dupla que chegou pouco depois de irmã, se não engano, veio do Chile e ia em todos os shows sul-americanos - inclusive, deram a melhor dica possível, desenhando o palco e a passarela e mostrando pra onde a gente devia correr.

Que Viagem! passa bem os perrengues que deve ser acompanhar uma bandas por todos esses shows, tho, desde a disputa pelos melhores lugares até a correria entre shows, aeroportos, hotéis - aqui com o extra de que Alice quer autógrafos nos CDs -, além do peso emocional. Mesmo sem ter a morte do pai na consciência, imagina o cansaço que deve ser todas essas viagens, correria, gastos, tudo em tão pouco tempo.

Como os outros livros da Cínthia, Que Viagem! tem uma trilha sonora muito legal (que você pode ouvir aqui) e bem variada, ajuda a entrar no clima da história. :) E o livro tem a capa mais bonita entre os três, na minha opinião. xD

Se não ficou claro até aqui, eu totalmente recomendo Que Viagem!, principalmente por ser a história de uma brasileira acompanhando uma tour na América do Sul, então vemos lugares conhecidos, perrengues conhecidos, e o twist aqui é um dos mais legais. xD

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

2019

O que você espera para 2019? O que quer fazer?

Pra ser sincera, eu não faço idéia do que espero para 2019 e tenho uma vaga idéia das coisas que quero fazer.


Pela primeira vez, a organization freak em mim travou e não soube se planejar. ou não soube o que planejar. Eu sei que eu quero emagrecer, porque pela primeira vez em anos me olhei no espelho e me achei MUITO gorda, mas não ligo para peso, só quero me olhar no espelho e não me sentir gorda, e acordar e não me sentir fraca.

Da mesma forma, eu quero um emprego - porque parada assim não dá -, mas, por mais que eu adorasse conseguir algo na área de eventos, não é como se eu pudesse escolher, nesse momento, eu só preciso de um emprego.

Também não coloquei nenhum meta de leitura, não montei TBR, não tenho planos extraordinários para 2019. Tem, claro, coisas que quero fazer - reler A Mediadora, terminar Dark Artifices, tentar de novo ler Game of Thornes (agora que tenho todos os livros xD), continuar a saga de assistir todos os filmes já premiados a melhor filme, visitar alguns museus, ir em algumas feiras específicas, finalmeeeeente tentar bullet journaling... Again, metas abertas.

E, no geral, acho isso bom. Por mais que eu adore a idéia de planejar tudo, isso não estava funcionando 100% pra mim - porque imprevistos existem e a adaptação era cansativa quando tudo estava muito planejadinho. Sem estar presa ao passo-a-passo imposto por mim mesma, 2018 fluiu bem por eu conseguir me adaptar melhor tendo só os objetivos em mente e um plano beeeem vago.

SO, yeah... Feliz ano novo, feliz 2019. ;)

Bom dia, 2019! :D #newyear #happynewyear #2019

Uma publicação compartilhada por Luisa Cardoso Monroe (@lilyfaylinn) em

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018

O que o ano novo significa pra você?

Pra mim, é a desculpa que eu preciso para um novo capítulo. O ponto de divisão para deixar os acontecimentos de um período para trás e focar no novo, na chance de mudar, refletir e renovar.


2018 foi, pra mim, um ano muito bom. Depois de um 2017 ruim, esse ano foi quase libertador.

Passei o meu aniversário com um dos meus melhores amigos, vi outro ser ordenado padre, e a melhor amiga se formar médica. Histórias que eu fico muito feliz de saber que acompanhei desde o começo, e extremamente orgulhosa das conquistas.

E, por causa das respectivas formaturas, fui para duas cidades em Estados que eu nunca tinha ido antes.


Aliás, eventos! Foi um ano que consegui ir em vários eventos que eu queria, Bienal do Livro, Tanabata Matsuri, Revelando São Paulo, alguns eventos de kpop, feiras veganas, de Natal, de turismo, gastronômicas - e a Ninha me levou na Expoflora. 💜 Ah! E eu levei meu pai num jogo de rugby, All Blacks Maori e Tupis, outra experiência incrível. :D

Também foi em 2018 que tive uma das melhores experiências profissionais até agora, trabalhando numa multinacional com pessoas que não me diminuíam por ser a recepcionista, pelo contrário, me contaram suas histórias e me incentivaram a crescer e perseguir meus objetivos. Além disso, são uns amores que me deram uma caneca épica do Darth Vader e bons momentos o suficiente pra eu chorar no último dia e abraçar quase todo mundo antes de ir embora. Pra eu morrer de saudade deles e voltar de tempos em tempos só pra dar um oi.

Foi um ano em que pude falar que tenho amigos, porque não eram só colegas de classe ou trabalho. São pessoas que eu saí para encontrar e comemorar aniversários, empregos e just because.


Para fechar o ano bem, completei a última fase da pós-graduação, apresentando o TCC e terminando com nota alta. :) Eeeeee fui na Comic Con Experience, esse ano provavelmente a maior das cinco edições (ou foi a impressão que eu tive), e a primeira vez em três anos que fui sozinha.

Foi diferente principalmente porque fiz mais das ações dos estandes - ganhei no tiro-ao-alvo da Hersheys, entrei no castelo de Game of Thrones, assisti um debate sobre cosplay, peguei muitos - MUITOS - posteres, tirei foto com Nathalia Arcuri... Foi divertido, valeu muito a pena e fechou bem o ano. :D

E esse foi meu 2018. Claro, teve aqueles momentos que a gente finge que esqueceu, tipo a eleição, mas, na balança, foi um ano muito bom mesmo, cheio de boas lembranças e pequenos momentos de felicidade - um dos mais importantes foi visitar a nova casa da minha melhor amiga, porque foi a primeira vez em quase dez anos que passamos parte do ano morando relativamente perto - aka cerca de uma hora - da outra, e na minha pior crise, ela ofereceu pra eu passar um final de semana lá.

Coisa simples, mas que significa muito, sabe?


E eu tive a impressão de que meu 2018 foi cheio de pequenos gestos que significaram muito, e isso tornou o ano inesquecível, cheio de boas experiências, pouca zona de conforto e várias aventuras.

No fim das contas, eu termino o ano muito grata, feliz, otimista e esperançosa. E ansiosa. Mal posso esperar pra ver o que 2019 reserva, porque, dessa vez, o ano que termina foi muito bom e bem aproveitado, e eu estou pronta para o próximo. :)

sábado, 29 de dezembro de 2018

To All The Boys I've Loved Before (2018)

Sinopse: Lara Jean é uma garota atrapalhada e ingênua, mas muito forte. Romântica, ela escreve cartas para os garotos por quem se apaixonou. Mas tem um detalhe: nunca as envia. Até que um dia essas cartas são misteriosamente enviadas aos respectivos destinatários, e a vida amorosa da garota toma outro rumo.

Diretora: Susan Johnson

Duração: 100min

SO, falemos sobre a adaptação livros-para-filme que eu assisti, mas não li nenhum dos três livros. xD E eu começo avisando isso porque sei que muita gente que leu os livros não gostou dos filmes, mas, é... Eu ainda não li, e nem tinha muita vontade, mas gostei do filme o bastante para me animar com os livros. xD

Aqui acompanhamos Lara Jean, uma adolescente - irmã do meio e com um pai viúvo - que escreve (e endereça) cartas para todos os garotos que ela já gostou, e guarda todas numa caixa dentro do guarda-roupa. Segundo ela, essa é a maneira dela de "seguir em frente": colocar tudo em uma carta e não pensar mais no garoto em questão. A carta mais recente é para o Josh, amigo de infância que está namorando a irmã mais velha dela, Margot - ou melhor, estava, porque ela termina o namoro com ele logo antes de embarcar para a faculdade noutro país.


Lara Jean está claramente se sentindo sozinha depois que Margot viajou, e Kitty, a irmã mais nova, resolve que é um bom plano enviar as cartas sem avisar ninguém. E Lara Jean só descobre isso quando está na escola e começa a ser abordada por crushes passados - ela desmaia logo no primeiro, Peter, foge do segundo, Josh e é localizada pelo terceiro, Lucas.

Peter propõe, e Lara Jean aceita, que eles finjam que estão juntos, assim ela não precisa se explicar para o Josh, e Peter consegue fazer ciúmes na ex-namorada, Gen, que aparentemente é ex-melhor amiga e atual maior inimiga da Lara Jean? I don't know, eu não entendi essa parte, mas segue o baile, xD Peter e Lara Jean enganam amigos e família, e se aproximam consideravelmente, até o inevitável drama chegar.


No geral, eu gostei MUITO do filme. Achei bem gracinha, previsível, porém diferente. Me surpreendeu um pouco que o namorado fake não foi o Josh, mas acho que foi a única surpresa que eu tive. xD Maaaas ainda assim, gostei bastante, a Lara Jean é uma graça, a maioria das pessoas com quem ela interage - exceto, obviamente, a rival - são fáceis de simpatizar, e a história é aquela comédia romântica bonitinha, com um humor leve - grazadeus, nada de humor escroto aqui.

Só que o que eu mais ouvi é que é diferente dos livros - a irmã mais nova, que é legalzinha aqui, é um porre nos livros? Ou foi o que me falaram. xD E tem muita gente que não gosta do Peter, e eu entendo porquê mesmo sem ter lido - a única intenção dele no namoro falso era causar ciúmes para a ex, e ele meio que toma o lado dela mais de uma vez e deixa a Lara Jean em segundo plano. Mas, sei lá, eles formam um casal bonitinho (?).

Também gostei que o geral dos personagens é diferente do "padrãozinho", Lara Jean asiática, amigo negro, amigo gay, até o pai viúvo (e ginecologista xD) cuidando de três meninas, é diferente e é BOM, não é mais do mesmo, mesmo com o plot sendo previsível e batido.


E eu adorei a Lara Jean, uma protagonista que às vezes é chatinha, mas não torrou minha paciência, espera uma história romântica para si mesma, é super bagunceira e péssima em esportes - justamente por ser muito delicadinha. xD Não é uma menina perfeitinha, nem daquelas protagonistas cujos defeitos só servem para mostrar como ela é boa ou sei lá... Aka Mary Sue.

So, yeah, se você estiver sem nada para fazer, recomendo o filme, um passatempo bem gracinha e muito melhor que A Christmas Prince.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald (2018)

Sinopse: Em um esforço para frustrar os planos do terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), Alvo Dumbledore (Jude Law) recruta seu ex-aluno Newt Scamander (Eddie Redmayne), que concorda em ajudar, desconhecendo os perigos que estão por vir. As linhas são desenhadas à medida que o amor e a lealdade são testados, mesmo entre os mais verdadeiros amigos e familiares, em um mundo bruxo cada vez mais dividido entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

Direção: David Yates

Duração: 134min

Ok. Pela primeira vez em muito tempo, eu sinto que, para passar completamente a minha impressão do filme, preciso de spoilers. Bear with me here, eu deixo um aviso bem grande quando chegar aos spoilers.

Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald é, obviamente, uma continuação direta de Animais Fantásticos e Onde Habitam, a história começa cerca de seis meses depois do final do primeiro filme - diretamente com Grindelwald sendo transferido dos Estados Unidos para a Europa porque... Sim. Aparentemente ele esteve preso durante todo esse tempo, causando alguns problemas com seu alto poder de convencimento. Acho que é até mostrado no trailer, mas esse plano dá errado e ele consegue escapar e fugir para Paris, onde está o Credence, que sobreviveu ao final do último filme e foi para a Europa atrás da própria família.


Enquanto isso, Newt está ainda em Nova Iorque, tentando embarcar para outro país e sem querer se envolver com Grindelwald ou Credence. Aliás, pausa aqui para comentar que, até agora, as teorias de que o Credence estava vivo eram motivadas pela cena do Newt encarando a fumaça e todo mundo entendendo que ele sabia que o Credence tinha sobrevivido, e eis que chegamos nesse filme e todo mundo sabia que o Credence sobreviveu e foi para a França, MENOS o Newt. Ok, voltando, Newt estava banido de viagens internacionais depois dos acontecimentos no final do primeiro filme - "metade da cidade foi destruída" -, e só resolve sair de forma clandestina quando descobre que a Tina está em Paris. Ou em Londres, não lembro, er.

Ainda nesse começo, o irmão mais velho do Newt é apresentado - Tesseu, noivo da Leta Lestrange, auror, e que me lembrou muito o príncipe Harry, sei lá porquê -, e ele é bem simpático? Ele tenta ajudar o Newt, conseguindo um emprego para ele, depois está apenas cumprindo as ordens de caçar o Grindelwld. E meio que apresentam a Leta, mas meio que não faço ideia do que ela faz da vida, embora eu ache que ela é auror também.

E, ainda nesse começo, Queenie e Jacob voltam à história e também vão para a Europa. Claro.


Então temos Jacob procurando a Queenie, Queenie e Newt em teoria procurando a Tina; Tina, Tesseu e Grindelwald em teoria procrando o Credence, Credence procurando informações sobre quem ele é ou sobre seus pais biológicos, e Leta e Yusuf meio jogados na história também procurando o Credence. Yeap, é tipo um esconde-esconde gigantesco misturado com pega-pega, e renderia um belo jogral.

Y'know, se você leu até aqui, provavelmente já reparou que eu não gostei do filme. O maior problema que eu tive foi justamente com terem pulado algumas explicações, parece ter uma conveniência meio preguiçosa e, ok, já surgiram teorias que expliquem alguns dos "furos", mas, para mim, ainda soa preguiçosa. Falando só sobre coisas que os trailers mostraram e/ou relacionadas ao primeiro filme:


- O Credence não morreu no final do último filme, ok, não surpreendeu ninguém, mas ele começa esse filme num circo em Paris. Como ele saiu de NY se, em teoria, o contato dele com o mundo bruxo era o Grindelwald? O Newt teve banimento de viagens internacionais, mas o Credence viajou de boa? Como ele conseguiu a dica de que encontraria família em Paris? Como foi parar no circo dentro de um Beco Diagonal francês?

- Ainda sobre esse circo, qual a grande novidade para bruxos verem uma pessoa se transformar num animal? Animagos são bizarros, então?

- O Newt deu a entender que o Tesseu era a pain in the ass, mas ele não foi nada além de simpático até agora? Até tentou ajudar o Newt?

- Minerva McGonagall aparece aqui, e isso foi entregue num trailer, mas ela ainda nem nasceu? E isso não é considerando as informações no Pottermore, é considerando as informações em A Ordem da Fênix, quando ela fala para a Umbridge há quantos anos dá aula em Hogwarts. Isso adicionou quase 30 anos a mais à personagem, e onde ela estaria quando Tom Riddle vai para Hogwarts, se ela só começou a dar aula depois que ele já tinha passado pelo castelo?


Yeap... Muita coisa conveniente, não explicada ou com teorias ainda mais absurdas para cobrir. Mesmo tirando os dados do livro e ignorando as pequenas coisas, ainda dá uma história com pouco desenvolvimento real. Parece ser o "filme do meio", mas é só o segundo de cinco, literalmente ainda não chegamos ao meio, e já está decepcionante. Além disso, Newt estava meio sobrando nessa história? Eu sei que já falaram que ele talvez nem esteja nos próximos filmes, mas até o título ficou bizarro - os animais fantásticos ainda são incríveis, o cuidado do Newt com eles ainda é uma gracinha, mas eles não tem muita razão de ser aqui. Newt cuidando deles é uma das minhas partes preferidas, mas foi tão fora da história do filme que não chega a ser um elogio.

E quanto mais você pensa, pior a coisa fica!

Agora, para continuar a explicação do porquê não posso dizer que gostei do filme, spoilers, fique avisado, a partir do próximo parágrafo, SPOILERS. Eu resumo tudo com: o filme foi bem fraquinho, com bastante exposição, pouco avanço da trama, destaque para alguns personagens que não fizeram cativaram o bastante, um ar de fanfic B que incomoda, e muitas perguntas para quase nenhuma resposta. Porém trilha sonora interessante, novas e antigas criaturas (que fazem o filme valer a pena, pra mim) e parece ter deixado algo encaminhado para o próximo.

Agora, spoilers.

Último aviso: SPOILERS.


Primeiro, Jacob. Ele e a Queenie são um casal, ok, gracinha, todo mundo esperava/torcia por isso. mas não tinha como dar uma explicação decente? Ou faça como o Crendece - nem dê explicações. A história de "não apaga a memória, só as lembranças ruins" é TERRÍVEL. É pior que uma desculpa preguiçosa.

Segundo, Queenie. Ela estava mais perdida que eu nesse filme, e. Não. Faz. Sentido. Ela é legilimente, por Deus, e se junta aos Grindelwald porque quer casar com o Jacob? Wtf? Grindelwald oclumente ok, mas, c'mon, tem um monte de apoiadores dele naquela reunião, ela não leu a mente de ninguém? Não pegou nenhum pensamento estranho sobre supremacia puro-sangue?

Terceiro, o próprio Grindelwald e o mundo bruxo. Eu sempre achei que as guerras bruxas tinham entrado "no lugar" das guerras "trouxas", mas ele mostra cenas da Segunda Guerra Mundial para convencer as pessoas, e eu podia jurar que ELE era o Hitler bruxo? O que meio que piora a situação da Queenie, porque ela seria a judia que se juntou ao Hitler. Mas, se a Segunda Guerra Mundial aconteceu... Não tinha um bruxo para para os nazistas? Eles apenas se desligaram do mundo e deixaram milhões de pessoas morrerem mesmo?

Quarto, Dumbledore e Grindelwald. Y'know, não me incomoda tanto a mudança de matéria, como, apesar de tudo, não me incomoda tanto a presença da McGonagall - dos problemas o menor -, mas a história do pacto de sangue me incomoda, er. Porque a história toda gira em torno de Dumbledore ser o único capaz de parar Grindelwald, e Grindelwald ser o único capaz de lutar contra o Dumbledore, mas a Ariana morreu num duelo entre os dois. Aliás, o motivo dado nos livros para que Dumbledore tenha demorado tanto para ir à luta foi justamente o medo de saber que o feitiço que matou a Ariana partiu da varinha dele. Anyway, ele insiste que não pode lutar contra o Grindelwald e o motivo é o pacto, mas ele já lutou, e eu suponho que o pacto já existia, porque não faz sentido fazer um pacto de sangue com alguém que discorda das suas ideias, I mean...

Sobre Aurelius Dumbledore, eu prefiro esperar os próximos filmes porque o Grindelwald totalmente pode estar mentindo, já que os pais do Dumbledore morreram antes do ano em que o Credence teria nascido, Grindelwald é conhecido pelo poder de manipulação - como conquistar o Credence? Dando a ele a identidade que ele tanto procurou -, e eu duvido que Rita Skeeter não teria descoberto isso embora eu também duvide que ela não descobriria que ele é gay, mas ok, vida que segue.

e é isso., um post gigante, muitas dúvidas que talvez nem sejam respondidas, e a continuação só chega em 2020, so... Yeah.

sábado, 22 de dezembro de 2018

[Lily por aí] Decoração de Natal do West Plaza

Acho que último shopping que eu fui nessa temporada de decorações de Natal, o West Plaza não tem uma "praça de eventos", mas tem vários corredores e todos eles estão decoradinhos. ♥

Eu não sei qual o tema dessa decoração, mas é beeem bonitinha, na entrada (da praça) tem uma árvore enorme, toda decorada, e com bolas de LED - enoooormes e coloridas -, além da área que eu acho que é do Papai Noel, mas nunca o vi por ali.


Nos corredores tem uma decoração... Diferente? xD São mini estátuas de ursinhos, esquilos (?), entre outro, coloridos e com uma camada fina de plástico, mas de fora dá a impressão de ser veludo. Me lembrou uma decoração que tinha (não sei se ainda tem) na Imaginarium.

Eu não entendi a escolha de animais, but, hey. xD Mas, apesar de ter ME dado a impressão de peças de veludo, acho que era para ser "folhas", como se fossem esculturas naturais num jardim - é a impressão que eu tenho pelo resto. Eu só fotografei o esquilo, porque achei o mais diferente, mas era o único em cima de alguma coisa. xD Mesmo assim, bonitinho.

Das "passarelas" dá para ver a decoração do boulevard, e é liiiiinda! Acho que minha parte preferida da decoração do West Plaza, talvez minha decoração preferida em shoppings que vi esse ano. xD


So, o boulevard. É tipo uma "avenida" e está toooda decorada, as árvores com luzinhas, uma árvore (que dá pra ver ali na foto acima) linda, colorida, e alguns brinquedos. Tem uma balança em formato de bolinha de Natal, algumas xícaras para crianças e adultos brincarem, algumas fontes... E uma entreda decorada.

E, obviamente, à noite é ainda mais bonito. :D


Antes de terminar esse post, eu preciso deixar essa última foto, porque eu realmente amei essa decoração. xD Eu amo decorações coloridas e iluminadas, luzes de Natal são parte da minha parte (?) preferida no Natal.